Hans BELTING


Hans BELTING, Faces. Uma história do rosto, trad. A. Morão, Lisboa, KKYM, 2019. [capas] [comprar]


Hans BELTING, Sísifo ou Prometeu? Da arte e da tecnologia, hoje, trad. A. Morão, KKYM+IHA, 2014.
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Hans BELTING, Antropologia da Imagem, trad. A. Morão, Lisboa, KKYM, 2014. [capas] [comprar]


10 MELHORES ENSAIOS 2014Hans BELTING, Antropologia da Imagem Público / Ípsilon, 12.12.2014.

Hans BELTING, «A exposição de culturas»
As duas exposições de Nova Iorque e Paris documentam igualmente duas variedades diferentes do modernismo no trato com as outras culturas. O «primitivismo», que o Museu da Arte Moderna ainda festejava de forma retrospectiva, era uma estratégia da modernidade clássica, na qual se expressava somente a sua pretensão imperial de se apossar das outras culturas. [...] Em contrapartida, o policentrismo, que a exposição de Paris apregoou, ao convidar artistas vivos de outras culturas, era já, no fundo, uma renúncia a este monopólio ocidental. [...] Pode ainda aí reconhecer-se a intolerância num conceito de arte que continua a ser ocidental e de compreensão global; falta-lhe, porém, o reconhecimento relevante de que a modernidade possui muitos rostos e tem lugar também noutras culturas. Os antigos indígenas foram nesta ocasião, embora algo ambiguamente, reconhecidos como artistas vivos; a viragem que então se anunciou é bem maior do que aquando da exposição real fora possível descortinar.




Hans BELTING, A Verdadeira Imagem, trad. A. Morão, Porto, Dafne, 2011. [excerto]

Hans BELTING, A Verdadeira Imagem (recensão-artigo por António Guerreiro, Expresso / Atual, 9.4.2011).

Hans BELTING, «No crepúsculo do modernismo. Arte e teoria da arte em competição» A cisão entre modernismo e as suas sequelas carece de uma revisão. Pode admitir-se que a competição entre arte e teoria da arte depois de 1960 se tornou muito mais intensa e deslocou as fronteiras que separam uma da outra. Mas os problemas que agora exigiam uma solução já existiam antes. A obra artística, com o seu carácter híbrido de objecto feito que representava uma ideia, a ideia de arte, propicia o acesso a um subtexto da arte moderna, cujo carácter explosivo emergiu após os anos 60. A filosofia da arte, como Arthur Danto a configurou, reformulou a tarefa da teoria da arte numa época em que a arte, por seu turno, faz reivindicações no domínio da teoria.